Queimação ou Infarto?

Queimação ou Infarto?

Preste atenção nas diferenças e busque socorro quando necessário

As pessoas às vezes são pegas de surpresa sentindo um ‘aperto’ no peito, como se um elefante estivesse sentado sobre elas. Entre os mais sossegados, que esperam a evolução ou solução do problema, e os desesperados, que correm para o hospital ao mínimo sinal de desconforto, o ideal é saber o que difere uma queimação de estômago de um infarto e buscar prevenir os dois, sempre que possível. 

De acordo com o cardiologista Otávio Gebara, diretor clínico do Hospital Santa Paula, a sensação de queimação no estômago leva quase sempre ao diagnóstico de refluxo gastresofágico. “Em cada três pessoas, duas já sentiram ou virão a sentir esse tipo de mal-estar durante a vida. Algumas com certa constância. Mas é importante distinguir a queimação no estômago de um outro tipo de dor no peito, que é a angina. Geralmente, a angina é provocada pelo excesso de esforço físico e acomete pessoas com mais de 50 anos. O quadro tende a melhorar depois do repouso, ao contrário do refluxo”. 

Gebara alerta para a necessidade de recorrer ao pronto-atendimento cardiológico sempre que a dor no peito tiver algumas das cinco características abaixo: 

  1. dor no centro do peito ou na parte superior do abdome pela primeira vez;
  2. dor mais intensa do que a habitual;
  3. dor que aparece com o esforço físico e desaparece com repouso;
  4. dor que se irradia para o braço esquerdo ou para o pescoço;
  5. dor acompanhada de náuseas, suor frio, tontura, falta de ar ou desmaio.

 Estudos da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, revelam que 300 mil novos casos de dor no peito de origem gastresofágica são diagnosticados por ano naquele país. “Seja qual for a origem da dor, é sempre bom seguir um esquema preventivo. A primeira medida é parar de fumar, já que o cigarro contribui tanto para o refluxo e a queimação como para as cardiopatias. Perder peso quando necessário, buscando adotar uma alimentação saudável e reduzir o consumo de álcool também é necessário para se ter uma boa qualidade de vida. Fazer várias pequenas refeições ao dia, procurando comer com calma e mastigar muito bem os alimentos são medidas que inibem o refluxo e contribuem para a sensação de bem-estar. Por fim, manter a prática de exercícios regulares e controlar o stress, buscando dormir bem à noite, é o que faltava para aumentar a expectativa de vida com saúde”, diz o cardiologista Otávio Gebara. 

*Fonte: Dr. Otávio Gebara, cardiologista, diretor clínico do Hospital Santa Paula, e coautor do livro “Coração de Mulher”, lançado recentemente pela Editora Abril.

 Jornalista responsável: Heloísa Paiva

Assistente de comunicação: Jorge Valério

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